ESPECIAL

De acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês), até 2050 o consumo de carne deverá dobrar e não haverá quantidade suficiente para todas as pessoas do mundo. Neste cenário, os insetos seriam “uma oportunidade única para completar a necessidade de proteína dos mais de 1 bilhão de famintos em todo o planeta, bem como proporcionar-lhes renda através de atividades baseadas no processamento e venda de insetos, uma vez que a criação é simples e barata”, afirma o órgão em sua página na internet.
Atualmente existem cerca de 2,5 bilhões de pessoas, principalmente na África, Ásia e América Latina, que consomem insetos no dia a dia. Segundo o professor Eraldo Medeiros Costa Neto, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, e autor da primeira publicação brasileira sobre o assunto, alguns insetos chegam a ter proporcionalmente mais proteínas do que as carnes que estamos acostumados a consumir: enquanto 100 gramas de formiga tanajura, de gafanhoto e de mosca possuem 43%, 52% e 61% de proteína, respectivamente, a mesma quantidade de carne de boi possui 20% do mesmo nutriente (veja comparação na página ao lado).
“A entomofagia (prática de comer insetos) pode ser promovida pela educação, enfatizando os benefícios nutricionais que os insetos comestíveis fornecem. É preciso mudar a ideia de que eles não podem ser incluídos na alimentação do dia a dia”, defende o professor que acaba de lançar o livro “Antropoentofagia: Insetos na Alimentação Humana”.
No Brasil, o ato de comer insetos ainda é tímido, mas em algumas cidades brasileiras, existe o costume de consumir a içá, também conhecida como formiga saúva ou tanajura. A forma mais comum de apreciá-la é em uma farofa, mas também há quem a coma como aperitivo. Leia mais na Folha Universal
Insetos no cardápio
O grande desafio será fazer com que as pessoas revejam seus hábitos alimentares e deixem de ver os insetos como seres sujos, repugnantes e capazes de transmitir doenças e passem a enxergá-los como fonte rica de proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais.

Não é de se estranhar se daqui a alguns anos, além de arroz e feijão, fizerem parte da nossa lista de compras gafanhotos, percevejos, larvas e até moscas. Segundo especialistas, a introdução de insetos na nossa dieta será uma tendência, já que eles se apresentam como uma alternativa econômica e nutritiva à proteína encontrada nas carnes de peixe, frango, porco ou boi.
De acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês), até 2050 o consumo de carne deverá dobrar e não haverá quantidade suficiente para todas as pessoas do mundo. Neste cenário, os insetos seriam “uma oportunidade única para completar a necessidade de proteína dos mais de 1 bilhão de famintos em todo o planeta, bem como proporcionar-lhes renda através de atividades baseadas no processamento e venda de insetos, uma vez que a criação é simples e barata”, afirma o órgão em sua página na internet.
Atualmente existem cerca de 2,5 bilhões de pessoas, principalmente na África, Ásia e América Latina, que consomem insetos no dia a dia. Segundo o professor Eraldo Medeiros Costa Neto, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, e autor da primeira publicação brasileira sobre o assunto, alguns insetos chegam a ter proporcionalmente mais proteínas do que as carnes que estamos acostumados a consumir: enquanto 100 gramas de formiga tanajura, de gafanhoto e de mosca possuem 43%, 52% e 61% de proteína, respectivamente, a mesma quantidade de carne de boi possui 20% do mesmo nutriente (veja comparação na página ao lado).
“A entomofagia (prática de comer insetos) pode ser promovida pela educação, enfatizando os benefícios nutricionais que os insetos comestíveis fornecem. É preciso mudar a ideia de que eles não podem ser incluídos na alimentação do dia a dia”, defende o professor que acaba de lançar o livro “Antropoentofagia: Insetos na Alimentação Humana”.
No Brasil, o ato de comer insetos ainda é tímido, mas em algumas cidades brasileiras, existe o costume de consumir a içá, também conhecida como formiga saúva ou tanajura. A forma mais comum de apreciá-la é em uma farofa, mas também há quem a coma como aperitivo. Leia mais na Folha Universal




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