Eleitor: a culpa também é dele
Quando se aproxima o ano eleitoral é hora dos candidatos “tirarem do armário” aquela “cara” de bom moço e começarem a fazer promessas que, na sua grande maioria, jamais deixarão de ser apenas falácias. Porém, já ficou provado que a Memória do povo é curta. Nos anos que se seguem, esses mesmos candidatos que os ludibriaram, serão novamente eleitos, com grande aceitação popular.
O fato é: Onde está a consciência dos políticos e o compromisso com quem os colocou no poder? Não basta somente ocupar o cargo, mas, o mais importante é fazer por merecer, é mostrar serviço. Quantos deles, quando chegam ao poder, se esquecem dos valores éticos e morais? Apropriam-se do dinheiro alheio e fazem pouco dos sonhos e necessidades do povo que os elegeu.
Todavia, a culpa não é totalmente deles. O povo - o mesmo que reclama em voz baixa - não tem ideia do poder que tem nas mãos. Se ele pode eleger, também pode cobrar. Mas não só cobrar em uma conversa de comadres, ou numa roda de amigos entre um jogo de baralho regado a cerveja gelada; é cobrar publicamente e se fazer ouvir pelas autoridades.
Quando o povo mudar de postura e deixar de assumir o papel de vítima, os candidatos enxergarão também que suas atitudes devem mudar, porque não é mais qualquer “balela” dita em tom suave que vai enganar o eleitor. Nesse momento - quando a cidadania se cumprir - a corrupção e as promessas vãs não mais existirão e o que tomará seu lugar será uma política baseada no comprometimento e, sobretudo permeada pela ética.
Escrito por Rosana Unfried, estudante de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina e moradora em Rondonópolis - MT




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